Criando e usando Listas encadeadas

Escrito em 24 de junho de 2009 em Delphi, Linguagem Delphi por Gilberto Saraiva [MP]

Introdução:

Pois bem, primeiro artigo aqui pro TechTips, serei breve(o quando for possível) e objetivo sobre o assunto em questão, e as dúvidas que surgirem envie-as na parte de comentários, okas?

Antes de começar, uma pequena explicação sobre as nomeclaturas: – Lista encadeada(Chained List) ou Lista ligada(Linked list) são a mesma coisa, em algums cursos um termo ou outro é usado mas o objetivo e estrutura não diferem.

Esse artigo está sendo escrito levando como base o desenvolvimento em Delphi 7, versões superiores a essa podem ter implementações nativas dessa estrutura ou mesmo disponibilizar facilitadores que fazem o código ser diferente.

Lista encadeada:

Algumas vezes quando precisamos guardar algumas informações picadas, como pacotes de dados de sockets ou audio, criamos uma lista encadeada que controla toda a informação sequencialmente e prove uma navegação nos dados guardados somente caminhando para frente ou para traz.

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Movendo colunas e linhas em um StringGrid.

Escrito em 27 de março de 2009 em Delphi, Programação, VCL/RTL por acidbytes

 

      Na maioria dos componentes Grids, de terceiros, você pode observar que o usuário pode mover colunas e linhas usando o mouse. Aliás, o usuário espera este comportamento de um Grid. Então, como fazer isso usando um TStringGrid?

      Como sempre, se é isso que você estava querendo implantar em seu aplicativo, mais uma vez “seus pobrêma se acabaram-se”,  apresentamos o incrível GridColumnRowMoveitor Tabajara.

      Mais uma vez… mão na massa e chega de enrolação.

      Primeiro de tudo, se você der uma olhada mais aprofundada no componente TCustomGrid você verá que os métodos MoveColumn e MoveRow estão lá, fazem parte do componente, mas eles estão ocultos no TStringGrid, eles são herdados do ancestral TCustomGrid porém não estão acessíveis no descendente, o motivo?? Ora, vai lá saber o que se passa na cabeça dos garotos da Codegear…

      Como resolver esse problema? Simples e fácil, sem maiores complicações, basta fazer uma herança de TStringGrid e redeclarar estes métodos como public.

type
    TNovoGrid = class(TStringGrid)
    public
    procedure MoveColumn(FromIndex, ToIndex: LongInt);
    procedure MoveRow(FromIndex, ToIndex: LongInt);
   end;

   Para implementar estes métodos é muito simples, basta na implementação, chamar o ancestral e passar para ele o comando:

procedure TNovoGrid.MoveColumn(FromIndex, ToIndex: LongInt);
begin
    inherited;
end;

procedure TNovoGrid.MoveRow(FromIndex, ToIndex: LongInt);
begin
    inherited;
end;

     Você não precisa registrar este componente na paleta de componentes. Use o TStringGrid ou qualquer descendente de TCustomGrid normalmente como já faz hoje, e quando você precisar usar estes métodos, simplesmente faça um typecast (conversão de tipos) para a nova classe, e pronto. Veja o exemplo abaixo:

procedure TForm1.Button1Click(Sender: TObject);
begin
       TNovoGrid(StringGrid1).MoveColumn(2, 5);
end;

    Bom, é isso aí, até a próxima.
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Mapas do Google no seu aplicativo Delphi.

Escrito em 25 de março de 2009 em Delphi, Programação por acidbytes

 

      Bom, você certamente já pesquisou algum endereço pelo google maps, e ficou imaginando que colocar aquilo no seu aplicativo seria uma boa idéia.
      Pois agora, seus problemas “acabaram-se”, com o novo googlemapeitorparaseuaplicativeitor Tabajara, as coisas finalmente vão acontecer.

      Veja abaixo como fazer para colocar o Google para trabalhar para você, e mostrar para seus clientes, ou para o chefe, como você é esperto (Não tanto quanto o Larry Page e o Sergey Brin, pois eles ganham fortunas com o Google, e você ainda está bem distante de conseguir comprar 1 Boeing só para fazer baladas nos céus como eles fazem).

     Mãos à obra entonces:

     Temos uma tabela de Clientes, 4 campos desta tabela nos interessam, que contém os dados que usaremos para pesquisar no mapa.

    Logradouro = Contém o nome do logradouro do endereço, por exemplo “Rua Jesuíno Arruda”.
    Numero = Contém o número do endereço, apenas o número e não o complemento (sala, loja, etc), por exemplo: 769 
    Cidade = O nome da cidade, por exemplo: São Paulo
    UF = A sigla do estado, exemplo SP.

Vamos criar uma função que vai fazer o trabalho, é simples, prático e bem rápido.

procedure TForm1.CarregaMapa;
begin
  ShellExecute(0, Nil,
    PChar(’http://maps.google.com.br/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&geocode=&q=’ +Clientes.FieldByName(’Logradouro’).AsString + ‘, ‘ + Clientes.FieldByName(’Numero’).AsString + ‘, ‘ +
      Clientes.FieldByName(’Cidade’).AsString + ‘-’ + Clientes.FieldByName(’UF’).AsString + ‘&jsv=143c&sll=-23.186453,-46.884453′ +
      ‘&sspn=0.478436,0.545883&g=&ie=UTF8&ct=clnk&cd=1′), Nil, Nil, 0);
end;

    Basta chamar a função e será carregado o browser com o mapa correspondente ao endereço passado.

    No próximo post vamos ver como fazer para, além de mostrar o mapa, traçar a rota entre dois endereços.

    Como sempre falo : Google é seu amigo, use-o.
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Modularização de Aplicativos – Single Package

Escrito em 04 de novembro de 2008 em Delphi, Programação, Práticas por Wanderson

Quem desenvolve aplicativos modularizados, pode já ter se deparado com uma desvantagem comum quando se trata de distribuir pacotes de runtime: como controlar quais packages distribuir junto com o aplicativo/módulos e suas versões e facilitar suas atualizações?

Normalmente quando compilamos um aplicativo com a opção “Build with runtime packages” marcada, no mínimo teremos que redistribuir os pacotes rtlxx.bpl e vclxx.bpl (onde o “xx” equivale à versão do Delphi, pelo menos até o Delphi 7), mais os pacotes referenciados pelas units da vcl e/ou de terceiros.

Agora imagine um projeto grande, onde temos vários componentes de terceiros empregados. Quantos arquivos extras se tornariam dependências para o aplicativo?

Procurando uma maneira simples para minimizar o número de arquivos a serem distribuídos em conjunto com um aplicativo que use runtime packages, me deparo com o excelente tutorial de Keith Johnson, ao qual não posso acrescentar muita coisa, por já ser muito completo e didático. Contento-me a simplificá-lo e torná-lo útil para a realidade de muitos aqui.

Direto ao ponto

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Figura 1 – Aplicativo com pacotes dinâmicos de forma convencional.

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Figura 2 – Aplicativo com pacotes dinâmicos carregando de um único pacote.

Abra o Delphi, crie um novo aplicativo e salve o projeto. Adicione os componentes necessários de forma natural, como se fosse um projeto comum e salve.

Agora você pode fechar seu projeto e criar um novo package, ou criá-lo no mesmo grupo de projetos. Para simplificar, vou usar a segunda opção. Crie uma Unit vazia dentro deste novo package.

clip_image001[6]

Você deverá percorrer TODOS os forms do seu projeto, vasculhando as cláusulas Uses para que todas as units referenciadas sejam adicionadas àquela unit do nosso pacote. Nosso objetivo será fazer com que o pacote importe todas essas units implicitamente para dentro dele, para que o executável tenha apenas ele como dependência. Para isso vá até Project -> Options e escolha a opção “Directories/Conditionals”, altere o “Output directory” e o “DCP directory” para uma pasta onde estará seu executável (o “DCP directory” é necessário na hora da compilação do executável, pois ele vai procurar pelo arquivo .dcp do pacote, mas em tempo de execução, ele só precisará do arquivo .bpl), ou onde ele tenha acesso pelo path do Windows.

clip_image003

É preferível deixar junto ao executável como numa pasta “bin” do seu projeto para facilitar a localização e distribuição, evitando um “bpl hell”. Clique em Ok e vá até aquela unit que você criou dentro do pacote. Adicione uma cláusula Uses a ela e coloque todas as units referenciadas pelo seu aplicativo.

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No diretório de saída que você acabou de configurar, coloque uma cópia da SysInit.dcu, que se encontra em $(BDS)\lib (ex: C:\Arquivos de programas\CodeGear\RAD Studio\5.0\lib). Esta unit faz-se necessária, pois se você tentar compilar seu projeto sem ela, vai disparar uma exceção, informando que não foi possível encontrar SysInit.dcu (lembre-se: o search path que você configurou sobrepõe o default do Delphi, daí ele não achar). Mesmo assim, esta unit não deve ser adicionada na sessão uses da unit do pacote, deverá apenas permanecer lá na pasta de destino. Vá até a sessão “requires” do seu pacote lá no Project manager e elimine TODAS as referências a outros packages, deixando-a vazia.

Agora compile seu pacote. Irá aparecer uma mensagem, dizendo que você deve incluir os packages da lista para manter compatibilidade com outros pacotes já instalados.

clip_image006

É agora que vem o segredo: Escolha “Cancel” para que as units referenciadas sejam importadas para dentro de nosso pacote, e não as referências aos seus respectivos packages. Outro diálogo aparecerá com a mensagem: “If these changes are not applied, errors may occur when the package is loaded. Cancel changes?”.

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Escolha “Yes” agora. Toda vez que esse pacote for recompilado você deverá seguir estes passos.

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Se você verificar o resultado, poderá comprovar um package de até vários megabytes na pasta de destino (em um projeto que temos por aqui, está em torno de 13MB). Então, acabou? Ainda não, só mais uns ajustes no executável.

Considerando que você seguiu meu conselho e criou uma pasta só para os binários (“bin”, onde estarão .exe, .dcp, .bpl), selecione o projeto do executável agora, vá até Project -> Options e escolha a opção “Directories/Conditionals”, lá em “Search path”, coloque o caminho da pasta Bin do seu projeto e faça o mesmo para o “Output directory”.

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Ainda nesta tela, escolha a opção “Packages”, marque a opção “Build with runtime pakages” e no Edit, limpe tudo, para adicionar apenas o nome do seu pacote.

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Clique em Ok e dê um build no seu aplicativo. Com isso, você já poderá notar uma redução de até 90% no tamanho do executável.

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Como já dito antes, para a distribuição do nosso aplicativo teste, apenas os 2 arquivos acima marcados serão necessários.

Conclusão

Quais as vantagens que podemos tirar deste método? Teremos todas as vantagens de se utilizar pacotes dinâmicos em um aplicativo, como velocidade na compilação (lembre-se que na maioria das vezes, você compilará apenas o código associado diretamente ao seu aplicativo, pois o código dos componentes já está embutido no pacote), executáveis e dlls muito menores (muito mais simples e rápido para atualizar seu aplicativo junto aos clientes) e maior facilidade para implementação de plugins, seja com dlls ou bpls. Se você colocar regras de negócio em um pacote ou fizer uso de rotinas muito sigilosas, poderá distribuir apenas os bpls do pacote livremente entre os desenvolvedores do projeto sem medo, pois estará fazendo uso do encapsulamento de código a seu favor.

E as desvantagens? Se você considerar todos os benefícios desta abordagem, o fato de ter que atualizar um pacote de 13MB (se compactar pode cair para 4MB ou 5MB) toda vez que mudar algum componente não pesará tão contra assim.

Este exemplo criou um único pacote com todas as units utilizadas pelo aplicativo, mas se você preferir poderá criar 2, 3 ou quantos pacotes precisar, separando-os por categoria, como pacotes de componentes visuais, acesso a dados, regras de negócio ou outra categoria que for necessária para seu projeto.

Este é o meu primeiro post, e espero que seja útil para quem precisar aplicar tais conceitos.

Delphi 2009 Disponível para Download

Escrito em 09 de setembro de 2008 em Sem Categoria por Leonel Togniolli

A versão trial do Delphi 2009 já está disponível para download. Não deixe de experimentar a nova versão.

Google Chrome – O Browser do Google

Escrito em 01 de setembro de 2008 em Web por Leonel Togniolli

Aparentemente o Google esteve trabalhando em segredo em um novo browser, chamado Google Chrome. Não, o link ainda não funciona, e não foi anunciado oficialmente. Mas algumas pessoas receberam uma história em quadrinhos, desenhada por Scott McCloud, um cartunista da DC Comics. A história tem os funcionários do Google como personagens e mostra os recursos do novo browser, dos quais eu destacaria:

  • Completamente nova engine de JavaScript, chama V8, prometendo performance extremamente superior às existentes.
  • Abas isoladas em processos separados, com a finalidade de melhorar a estabilidade e segurança.
  • Modelo de segurança onde páginas rodam em uma sandbox especial, sem contato com nada. O ponto fraco ainda são os plugins.
  • Renderização de HTML feita pelo WebKit.
  • Google Gears integrado
  • Várias pequenas melhorias técnicas em relação aos browsers atuais.

O projeto é prometido para ser completamente open source. Acho interessante a engine de JavaScript, em particular, por não ser acoplada ao browser e plugável em outros projetos.

Ainda é extremamente cedo para tirar qualquer tipo de conclusão, principalmente apenas a partir de uma história em quadrinhos, mas tenho a impressão que é um projeto que vale a pena ficar de olho.

Anonymous Methods e Closures no Delphi 2009

Escrito em 29 de agosto de 2008 em Linguagem Delphi por Leonel Togniolli

Já conhecemos a sintaxe dos anonymous methods do Delphi 2009. A parte interessante deste novo recurso é que eles são closures.

Closure é a união do código com o seu escopo. Isso quer dizer que o novo método tem acesso às variáveis locais do método que o criou, mesmo depois que ele terminou. Vamos ver como isso funciona com um exemplo:

type
  TContador = reference to function: Integer;

function CriaContador(Inicial, Final: Integer): TContador;
var
  i: Integer;
begin
  i := Inicial;
  Result := function: Integer
  begin
    Result := i;
    Inc(i);
    if i > Final then
      i := Inicial;
  end;
end;

var
  Contador: TContador;
  i: Integer;
begin
  Contador := CriaContador(5, 12);
  for i := 0 to 20 do
    WriteLn(Contador);
end.

Antes de ver a listagem da saída do programa, Vamos entender o código. TContador é um tipo que representa uma referência a uma função que retorna um número. Neste caso, vai retornar uma sequência de números, um número novo cada vez que for chamada. CriaContador é uma função que retorna um método desse tipo, recebendo os valores inicial e final que a sequência vai ter. Repare que o corpo de CriaContador tem apenas duas linhas de código que serão executadas quando ela for chamada: ela inicializa o contador, e atribui um novo método para o resultado.

No corpo do programa criamos um novo contador na faixa 5 até 12, e chamamos essa função 21 vezes, escrevendo o resultado no console.  Em cada chamada da função, ela retorna o valor atual de i, o incrementa, e caso tenha passado do valor final, volta ao primeiro.

Quais serão os 21 números escritos no console?

5
6
7
8
9
10
11
12
5
6
7
8
9
10
11
12
5
6
7
8
9

Ou seja, o programa funciona exatamente como descrevi.

Cada instância do método captura o escopo daquele momento. Se criarmos dois contadores:

var
  Contador, Contador2: TContador;
  i: Integer;
begin
  Contador := CriaContador(5, 8);
  Contador2 := CriaContador(1, 3);
  for i := 0 to 5 do
    WriteLn(Contador,':',Contador2);
end.

podemos ver que eles funcionam de forma completamente independente:

5:1
6:2
7:3
8:1
5:2
6:3

Essa é uma nova técnica possível no Delphi 2009. Para implementar o equivalente sem este recurso, seria necessário criar classes para o contador, construir instâncias e liberá-las. Ou seja, muito mais código e complicação.

O Craig Stuntz escreveu um exemplo muito interessante utilizando esse método pra implementar o Crivo de Eratóstenes. Ele entrou no assunto da técnica de currying, que vai ficar para o próximo artigo.

Anonymous Methods no Delphi 2009

Escrito em 28 de agosto de 2008 em Linguagem Delphi por Leonel Togniolli

Um dos novos recursos no Delphi 2009 é anonymous methods. É também chamado de “referências a métodos”, pois a declaração de um tipo procedural é feita com a sintaxe “reference to function/procedure”:

type
  TComparaString = reference to function(const S1, S2: string): Integer;

Esse tipo pode ser usado como qualquer outro tipo procedural:

procedure TLista.Ordena(Compara: TComparaString);
var
  i, j: Integer;
begin
  for i := 0 to FItems.Count - 2 do
    for j := FItems.Count - 1 downto i + 1 do
      if Compara(FItems[j], FItems[i]) < 0 then
         Troca(i, j);
end;

(Perdoem-me o Bubble Sort)

Não precisamos mais declarar um método separadamente para cada forma diferente de ordenação que for necessária. O código abaixo ordena uma lista alfabeticamente, depois de forma inversa, e finalmente de acordo com o tamanho da string:

  Lista := TLista.Create;
  try
    Lista.Adiciona('Um');
    Lista.Adiciona('Dois');
    Lista.Adiciona('Tres');
    Lista.Adiciona('Quatro');
    Lista.Adiciona('Cinco');
    Lista.Ordena(function(const S1, S2: string): Integer
                 begin
                   Result := CompareStr(S1, S2);
                 end);
    WriteLn(Lista.Texto);
    Lista.Ordena(function(const S1, S2: string): Integer
                 begin
                   Result := CompareStr(S2, S1);
                 end);
    WriteLn(Lista.Texto);
    Lista.Ordena(function(const S1, S2: string): Integer
                 begin
                   Result := Length(S1) - Length(S2);
                   if Result = 0 then
                     Result := CompareStr(S1, S2);
                 end);
    WriteLn(Lista.Texto);
  finally
    Lista.Free;
  end;

A resultado do programa é:

Cinco
Dois
Quatro
Tres
Um

Um
Tres
Quatro
Dois
Cinco

Um
Dois
Tres
Cinco
Quatro

Até aí, o recurso não é nada demais – permite economizar algumas linhas em troca de uma sintaxe discutivelmente mais confusa. Ele fica realmente interessante quando se nota que é, de fato, uma Closure, que exploraremos no próximo artigo.

Beyond Compare v.3

Escrito em 27 de agosto de 2008 em Utilitários por Leonel Togniolli

Acho essencial revisar alterações feitas no código fonte antes de um check-in, além de fazer comparar revisões no histórico. Uma boa ferramenta de comparação de arquivos é fundamental.

Já experimentei diferentes ferramentas, inclusive mantendo algumas customizações no exemplo TextDiff, que acompanha o componente TDiff (que permite embutir esse tipo de comparação na sua aplicação feita em Delphi). Mas sempre gostei mesmo do Beyond Compare, e acabei comprando uma licença cerca de um ano e meio atrás, por um preço bastante razoável.

Semana passada vi que o Beyond Compare tinha lançado a versão 3.0:

BC3

A nova versão possui diversos novos recursos, incluindo suporte a Unicode e 3-way merge (que fazia falta no passado).

Fui para o site preparado para comprar a atualização – para minha surpresa eles oferecem atualização grátis para quem comprou uma licença a partir de 1º de janeiro de 2007, quase um ano e nove meses atrás. Preenchi um formulário no site deles e em alguns minutos tinha a chave da nova versão no meu email.

Definitivamente recomendo Beyond Compare para comparação e sincronização de arquivos e pastas, pelos recursos e preço acessível. Qual a ferramenta de comparação que você usa?

Otimização de Código, parte II: Conhecendo Gargalos e Profilers

Escrito em 26 de agosto de 2008 em Performance por Leonel Togniolli

Já vi acontecer inúmeras vezes: o sistema é escrito, testado, e funciona bem. É instalado em produção e funciona por uma semana ou duas. Então começa a ficar extremamente lento, a ponto de não ser mais usável. A sequência é também muito comum: o programador vai “otimizando” o código no escuro, usando a intuição, e perde muito tempo fazendo pequenas melhorias.

A solução para a primeira parte do problema é simples, mas geralmente ignorada: sempre teste utilizando um volume considerável de dados. É simples testar com dois ou três registros que você mesmo cadastrou, mas é importantíssimo garantir que a performance continue adequada com um volume de dados real. Utilize uma cópia de dados de produção caso existam e estejam disponíveis, ou utilize um gerador de dados (como o exemplo  que acompanha o DBX4) para popular uma quantidade de registros compatível com o que volume esperado para produção.

O segundo problema é mais interessante. A intuição geralmente está errada – o que torna o código lento pode ser o que você menos espera.

Gargalos

Geralmente a lentidão é causada por gargalos no código, trecho de uma ou duas linhas que levam uma grande porcentagem do tempo total de processamento. Muitas vezes é fácil de encontrar uma alternativa para evitar essa demora, como reordenar o código para tratar a condição mais comum primeiro. Ao resolver um gargalo geralmente outro toma seu lugar, passando a ser responsável pela maioria da demora restante. A partir daí, resolver gargalos é uma questão de um retorno decrescente: cada otimização vai diminuir cada vez menos o retorno obtido.

Como um exemplo, vamos imaginar um hipotético processamento de registros que leve 10 segundos. Utilizando ferramentas apropriadas, descobrimos que a abertura da query para trazer os registros leva 80% do tempo. Analisando esta consulta, descobrimos uma forma de alterá-la para abrir praticamente instantaneamente. Agora o processamento leva cerca de 2 segundos. Se conseguirmos encontrar um novo gargalo que leve 80% do novo tempo e uma forma de removê-lo, ganhamos mais 1.6 segundos. Se repetirmos o processo mais uma vez, não conseguiremos melhorar mais que meio segundo. Se a qualquer momento trabalharmos em em outro trecho do código que não ser um desses três gargalos, estaremos perdendo nosso tempo e não teremos melhorias maiores que alguns milisegundos. É necessário bom senso para determinar a hora de parar.

Se não existe um gargalo claro, e a performance em geral ainda não é adequada, provavelmente é hora de procurar um algoritmo completamente diferente para resolver o problema.

Na prática nem sempre é possível remover gargalos completamente. Mesmo assim, deve se ter em mente que otimizar o restante do código muitas vezes não trará resultados perceptíveis.

No exemplo acima, escrevi que descobrimos o tempo levado por cada trecho do código utilizando “ferramentas apropriadas”. O que seria isso?

Profilers

Profilers são ferramentas que permitem determinar o tempo gasto na execução do seu código. Existem várias formas de fazer essa medição, desde uma forma arcaica manual, salvando o horário atual em um arquivo de log por exemplo, ou bem elaborada utilizando uma ferramenta profissional como o AQTime. Utilizar uma ferramenta profissional é ótimo, é claro, mas é cara e algumas vezes até um exagero para um problema mais simples.

Existem duas categorias de profilers: Sampling Profilers e Intrumenting Profilers. A primeira faz medições (samples) regulares em pontos aleatórios (a cada milisegundo, por exemplo). Essa forma não afeta a execução do código, mas pode ser pouco precisa. Um Intrumenting Profiler adiciona código para efetuar medições em lugares exatos dentro do seu programa. Essa categoria se subdivide em profilers que instrumentam seu código fonte inserindo essas verificações, e profilers que alteram o código de máquina conforme ele é executado para inseri-las. Uma maior precisão é conseguida desta forma, mas sob o custo de alterar sutilmente o fluxo do seu código. Como na mecânica quântica, o ato de medir pode pode estar alterando o resultado. Na prática, nenhum dos dois é extremamente superior: deve-se pesar os prós e contras, e quem sabe até utilizar os dois tipos como uma boa alternativa para encontrar diferentes tipos de gargalos.

A forma mais simples de determinar o tempo levado por um método é utilizar uma forma simples e manual de um source intrumenting profiler – escrever código para salvar o tempo inicial e final, e exibir/armazenar esse valor. A glanularidade é exatamente qual quiser, até cada linha. A precisão depende da forma que o tempo for medido – não recomendo a função Now, pois não é muito precisa. GetTickCount é adequada para a maioria dos casos, tendo precisão de 1ms. Pode ser usada mais ou menos assim:

var
  t: Cardinal;
begin
  t := GetTickCount;
  EfetuaProcessamento;
  WriteLn(GetTickCount - t);
end;

Se uma precisão maior que 1ms for necessária, recomendaria a API QueryPerformanceCounter. A precisão dela depende do processador, e é necessário chamar QueryPerformanceFrequency para determiná-la. Outra alternativa é o opcode RDTSC, mnemônico para read time stamp counter, que também retorna o número de ticks desde que o processador foi reiniciado, assim como GetTickCount, mas com maior resolução. Essa alternativa não é recomendada hoje em dia por potenciais problemas relacionados a processadores multicore e processadores com clock variável (geralmente em portáteis).

Essa forma manual de profiling é claramente adequada apenas para pequenos problemas e testes rápidos. Para casos mais elaborados, deve-se considerar utilizar algum dos profilers disponíveis:

ProDelphi é um source instrumenting profiler, portanto ele faz (e desfaz) alterações no seu código fonte. Possui uma versão gratuita, com limitações, e uma versão comercial por 47.50 €.

GpProfile é outro source intrumenting profiler. Gratuito, open source, mas sem atualizações por muitos anos.

Sampling Profiler é, como o nome diz, um sampling profiler, Freeware, mas sem código fonte. Uma boa alternativa pra quem não quer gastar com ferramentas comerciais e não quer alterações no seu código fonte.

AQTime é, sem dúvida, a ferramenta mais avançada e completa. É um instrumenting profiler que só altera o código de máquina ao ser executado, então não requer nenhuma alteração no código fonte. Além de tempo gasto em procedimentos e linha por linha, possui modos onde verifica uso de memória, de recursos, e diversas outras análises extremamente interessantes. Custa $599.

Na terceira parte desta série pretendo apresentar um exemplo prático de otimização de um projeto usando um profiler.

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